Pare o Genocídio Indígena

Presidente Bolsonaro ‘declarou guerra’ contra os povos indígenas do Brasil

O Presidente Bolsonaro está tentando tirar os direitos dos povos indígenas. Ele quer acabar com a autonomia deles, “integrá-los” à força e roubar as terras indígenas. Esse é o pior momento para os povos indígenas desde a ditadura militar.

Certa vez ele disse: “Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios.” Sob sua administração, uma área da Amazônia do tamanho de um campo de futebol está sendo desmatada a cada minuto.

Desde o dia 1° de janeiro de 2019, o número de invasões a terras indígenas e de ataques contra as comunidades aumentou drasticamente.

Será que o ar que ele respira é diferente do que respiramos?

Reginaldo Apyawa

“Indígenas sem medo.” Indígenas protestam em Brasília, em abril de 2019.
© Sarah Shenker/Survival International

O Brasil hoje é o lar de aproximadamente 305 povos indígenas, incluindo cerca de 100 povos isolados. Agora, todos estão em perigo.

A Survival International luta junto dos povos indígenas do Brasil há 50 anos: por sua sobrevivência, pela proteção de suas terras, alguns dos locais mais biodiversos do mundo, pela saúde do nosso planeta e por toda a humanidade.

Você pode se juntar à luta contra o genocídio.

Assista e compartilhe as importantes mensagens dos povos indígenas e siga #VozIndígena!

Esse é sem dúvida um dos piores momentos para os povos indígenas desde a ditadura militar.

Beto Marubo

Em todo o país, os indígenas estão reagindo

© Sarah Shenker/Survival International

A APIB, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, afirmou: “Temos o direito de existir! Não vamos recuar. Não vamos hesitar em denunciar esse governo nos quatro cantos do mundo.”

Os povos indígenas do Brasil, a Survival International, seus apoiadores e aliados estão reagindo enquanto o presidente planeja roubar suas terras, destruir suas vidas e aniquilá-los como povos.

No primeiro mês do governo Bolsonaro, os povos indígenas lideraram a maior manifestação internacional da história pelos direitos indígenas, ao elevar as nossas vozes juntas, já fez a diferença.

Os povos indígenas frustraram as tentativas de Bolsonaro de desmantelar a FUNAI


Bolsonaro tentou desmantelar a FUNAI, a Fundação Nacional do Índio, e facilitar ao agronegócio e às indústrias extrativistas a exploração dos recursos das terras indígenas.

No seu primeiro dia no governo:

Ele tirou a FUNAI do Ministério da Justiça e a colocou sob a competência do recém-criado Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, onde a ministra Damares Alves, uma pastora evangélica que possui histórico de apoio a políticas anti-indígenas, teria bastante influência nos assuntos indígenas.
Ele retirou a responsabilidade de demarcar terras indígenas da FUNAI e a transferiu para o Ministério da Agricultura. O secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério é Nabhan Garcia que tem lutado há anos contra a demarcação de terras indígenas.

Mas Bolsonaro perdeu e essas medidas não foram aprovados no Congresso.

Essa foi uma grande vitória para os povos indígenas e seus parceiros que apoiam a luta indígena, através da pressão e do ativismo que temos feito desde o início desse governo anti-indígena.

Paulo Tupiniquim

© Fabio Nascimento / Mobilização Nacional Indígena

Os indígenas evitam a extinção da SESAI


A administração do presidente Bolsonaro queria extinguir o sistema de saúde indígena coordenado pela SESAI, a Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Ele perdeu de novo. Em várias partes do país, povos indígenas protestaram, ocupando prédios do governo e rodovias em apoio à SESAI.

Depois de mais ou menos uma semana desde que a proposta foi cogitada, o governo voltou atrás e disse que a SESAI não seria extinta.

Indígenas protestam no Maranhão
© Mídia Índia

Indígenas do povo Guarani protestam no Mato Grosso do Sul
© CIMI

Vamos resistir. Se somos os primeiros a sermos atacados, seremos os primeiros a reagir.

Sonia Guajajara


É hora de fazer as vozes indígenas ecoarem nos quatro cantos do mundo. Manifeste-se e aja em solidariedade.

Não iremos desistir até que os povos indígenas sejam respeitados como sociedades contemporâneas, em controle de suas vidas e de suas terras, e livres para determinar seu próprio futuro.



A Survival tem 50 anos de experiência de campanhas eficazes que dão resultado. Desde 1969, em parceria com povos indígenas, temos feito mais de 50 campanhas bem sucedidas no Brasil, e mais de centenas em todo o mundo.

Conseguimos parar madeireiros, garimpeiros e companhias de petróleo que estavam destruindo terras e vidas indígenas. Pressionamos governos a reconhecer os direitos indígenas. Nós continuaremos a documentar e expor atrocidades cometidas contra os povos indígenas e faremos ações diretas para pará-las. Com seu apoio, podemos acabar com a guerra do Bolsonaro contra os povos indígenas: pelos povos indígenas, pela natureza, por toda a humanidade.