O líder indígena Nísio Gomes foi executado por pistoleiros mascarados no ano passado.

O líder indígena Nísio Gomes foi executado por pistoleiros mascarados no ano passado.

© Survival International


As autoridades brasileiras prenderam 18 pessoas em conexão com o assassinato de destaque de um líder indígena por pistoleiros mascarados.



O líder religioso Nísio Gomes foi assassinado na frente de sua comunidade Guarani no estado de Mato Grosso do Sul em novembro passado. Seu corpo nunca foi encontrado.




A lista de suspeitos inclui o proprietário de uma notória empresa de segurança que contrata pistoleiros para patrulhar terras ocupadas por fazendeiros.



Os advogados que agem para o proprietário da Gaspem Segurança, Aurelino Arce, até agora não conseguiram garantir a sua libertação.



A Polícia Federal vinculou outros suspeitos de destaque ao assassinato de Gomes, incluindo 6 fazendeiros, um advogado e um funcionário público. 

As acusações contra os detidos incluem: planejar o ataque, fornecer armas, corromper testemunhas e fraude.



Os Guarani do Brasil são repetidamente expulsos de suas terras por fazendeiros e obrigados a viver em condições perigosas na beira das estradas ou em reservas superlotadas.

Os assassinatos de lideranças Guarani por homens armados também são comuns como uma tentativa para impedir que as comunidades retornem à sua terra.




O diretor da Survival International, Stephen Corry, disse hoje, ‘Este é um passo positivo, mas o Brasil deve se lembrar que Nísio não é o único ativista indígena assassinado a sangue frio. Durante anos, os fazendeiros poderosos têm contratado pistoleiros para matar aqueles que os desafiam. A cultura de impunidade tem que acabar, para que esta situação possa mudar’.