Os Jumma

Como eles vivem?

Os dois maiores grupos, os Chakma (350.000 pessoas) e os Marma, são budistas, enquanto outros são hindus, cristãos ou praticam suas próprias religiões.

As Colinas de Chittagong, onde eles moram, são um terreno íngreme e acidentado, onde é difícil cultivar alimentos.

Para fazer o melhor uso da terra, o povo Jumma pratica uma forma de ‘agricultura itinerante’, cultivando alimentos em pequenas partes de seu território, antes de mudar para outra área e permitindo que a terra se recupere.

Isto é conhecido localmente como cultivo ‘Jhum’, a origem do termo ‘Jumma’. O povo Mru vive mais afastado de outros povos Jumma, no topo da colina. Eles geralmente vivem em casas construídas sobre palafitas altas.

Quais os problemas que eles enfrentam?

O governo de Bangladesh, há muito tempo, vê as Colinas de Chittagong como terras vazias sobre a qual ele pode mover pobres colonos bengaleses, com pouca consideração com os habitantes Jumma que vivem na área.

Nos últimos 60 anos, os Jumma deixaram de ser os únicos habitantes das Colinas de Chittagong para serem quase superados em número pelos colonos.

Além de serem deslocados pelos colonos, que recebem as melhores terras, os Jumma, há muito tempo, enfrentam a repressão violenta dos militares de Bangladesh.

Desde a independência de Bangladesh em 1971, os Jumma sofrem ondas de assassinato, tortura e estupro, e tiveram suas aldeias queimadas em uma campanha de genocídio contra eles.

Um partido político Jumma, o Jana Samhati Samiti, com setor militar, foi formado em resposta a esses ataques.

Em 1997, os Jumma assinaram um acordo de paz com o governo que pôs fim a algumas das piores atrocidades.

No entanto, muitos anos após a assinatura do acordo de paz, prisões e intimidações dos ativistas, estupro de mulheres Jumma e outros abusos dos direitos humanos continuam.

A terra continua a ser roubada do povo Jumma por ambos o exército, e pelos colonos que são apoiados pelo governo.

Como a Survival ajuda?

A Survival tem trabalhado com os povos Jumma por muitos anos, protestando contra as violações dos direitos dos Jumma e a violenta repressão que enfrentam. O trabalho da Survival colocou pressão sobre o governo de Bangladesh, fazendo-o assinar o acordo de paz em 1997.

Um porta-voz Jumma disse à Survival:

‘Só por causa de seus esforços, temos um raio de esperança para a nossa sobrevivência. Vocês têm provocado uma mudança radical na situação. Agora temos uma esperança para sobreviver e uma chance de recuperar nossa pátria tradicional.’

No entanto, os problemas dos Jumma ainda não terminaram, e a Survival continua a trabalhar com os Jumma, pedindo a devolução das terras roubadas, o fim da ocupação militar nas Colinas de Chittagong, e a autonomia para o povo Jumma, para que possa recuperar o controle sobre suas terras e futuro.